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Convite para organizar e participar do VII Fórum Social Mundial da Saúde e Seguridade Social

https://www.youtube.com/watch?v=wtkjIbHMTWU&feature=youtu.be

De 10 a 12 de março de 2018, no Campus do Canela da Universidade Federal da Bahia em Salvador - BA Brasil, ocorrerá o VII Fórum Social Mundial da Saúde e Seguridade Social.

Convidamos organizações e indivíduos interessados a colaborarem na definição e organização do Fórum e entrarem em contato via armandodenegri@yahoo.com e a partir de 25 de novembro via www.fsms.org.br

VII FSMSSS

ANTECEDENTES E COMPROMISSOS ASSUMIDOS ANTERIORMENTE

Como parte dos produtos históricos do FSMSSS se destacam três processos fundamentais e que deverão ter espaço de discussão e decisão sobre seus desdobramentos em Salvador

1. promover e organizar a I Conferencia Sul Americana pelo Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social no Uruguay no final de maio de 2018 e

2. lutar por uma I Conferencia Brasileira de Seguridade Social também em 2018,

3. oportunidade de recompor o espaço do Conselho do FSMSSS e do seu Comitê Executivo e renovar sua Coordenação para poder encaminhar as resoluções deste VII FSMSSS

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NO VII FSMSSS

O comitê local organizador do FSMSSS envolve professores de várias unidades da UFBA, como o Departamento de Medicina Preventiva e Social, o Instituto de Saúde Coletiva – ISC, a Escola de Enfermagem, a Escola de Nutrição, AMPLIAR entre outros. Espera-se um público de 1.500 pessoas e foram reservadas salas em algumas unidades para o evento.

Estão confirmadas a presença de várias lideranças internacionais e nacionais para discutir três eixos programáticos, em atividades abertas programadas pelo Comitê Organizador e também em atividades autogestionadas pelos participantes e grupos de organizações que autofinanciam e coordenam as iniciativas:

EIXOS PROGRAMÁTICOS E SÚMULA DE CONTEÚDOS

1. Direito ao desenvolvimento - 10 de março de 2018 - Debate sobre o direito ao desenvolvimento, um desenvolvimento multidimensional, capaz de combinar justiça econômica com justiça social e ambiental, e uma perspectiva de sociedades mais igualitárias e baseadas nos direitos humanos e sociais. Discussão sobre a atual crise da democracia e a necessidade de uma democracia capaz de controlar os excessos de um capitalismo que cada vez mais concentra a riqueza em escala mundial e aprofunda as iniquidades, ou seja, as desigualdades injustas. Definição de uma estratégia para uma abordagem crítica à agenda do desenvolvimento sustentável, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, que estão na pauta das Nações Unidas até 2030, sobretudo uma abordagem sistêmica que integre politicamente no marco da democracia social os 18 objetivos do desenvolvimento para evitar a fragmentação outra vez em movimentos isolados, especializados que acabam gerando uma despotenciação da disputa integradora por uma hegemonia alternativa do próprio direito ao desenvolvimento. Destaque será dado ao debate sobre The Commons, Los Comunes, os Bens Comuns da Humanidade, para pensar novas bases para o Desenvolvimento. Da mesma forma uma críticas as politicas sociais baseadas no combate a pobreza através da provocadora Tese sobre a Ilegalidade da Pobreza e sua consequente desnaturalização.

2. Seguridade social ampliada - 11 de março de 2018 - Debate sobre a natureza das proteções sociais e da própria Seguridade Social. Nascidas no seio do capitalismo ocidental, as proteções sociais foram fruto das lutas dos trabalhadores, das lutas históricas de reconhecimento dos direitos, da proteção do trabalhador , da trabalhadora e do trabalho e das formas como se apropria da produtividade, do salário e da própria produção com distribuição da riqueza em que se gera o emprego e o desenvolvimento das atividades humanas nessa tensão permanente entre capital e trabalho. Discussão sobre os limites do sistema de proteções sociais no que diz respeito ao alcance dessas proteções, as formas como se financia e se governa, ou seja, qual a governança democrática necessária sobre esses recursos. Relação entre a democratização das decisões na esfera da economia e sua relação com a sustentação das proteções sociais enquanto uma busca da proteção do conjunto da sociedade. A construção de outro conceito de proteção social mais próximo a uma revisão crítica do trabalho e da reprodução social na sociedade, como propõe as feministas ou nos debates promovidos por grupos de economistas, de cientistas políticos e sociais, fundamentados em Robert Castel, sobre uma seguridade social / um sistema de proteções sociais ampliadas, que possa realmente implicar em um sistema de redistribuição da riqueza, mediante justiça tributaria e serviços públicos universais mesmo na ausência de crescimento econômico. Construção de um marco de integração, de uma agenda comum e convergente, em torno ao trabalho, às pensões e às aposentadorias, à assistência social, à saúde, à educação, e a outras dimensões, para pensar um projeto alternativo de sociedade.

3. Estratégias de mobilização social e educação política - 12 de março de 2018 – Debate sobre as estratégias de mobilização social, de educação política, de construção de uma compreensão social que permita sustentar não só uma nova correlação de forças na sociedade civil, mas também uma expressão política na sociedade política, que nos permita ter alternativas no âmbito da democracia representativa e em fim na ligação com a democracia direta, participativa, que representa a própria mobilização da sociedade. Essa sociedade política que precisa ser oxigenada, ganhar um conteúdo programático mais ambicioso em termos de desenvolvimento realmente multidimensional e de justiça social, econômica e ambiental, demanda novas formas de mobilização e luta. Informação, educação, educação para a ação política, novos tipos de engajamento, de envolvimento, as bases territoriais, sociais, as bases comunais, enfim tudo que integra a sociedade a um esforço de transformação e que coloca sobre a mesa os vários desafios e as várias crises que temos que enfrentar. Espaço de muita criatividade para entender de que maneira é possível construir novas dinâmicas sociais em um processo de educação política de massas.

Esse tipo de debate propõe uma abordagem da complexidade, do respeitar às diversidades de percepções, de movimentos, de organizações, que permita oxigenar nossa visão sobre o todo e o desenvolvimento de cada parte desse movimento complexo de criação e transformação.